24/03/2016 00:00

Estudante de 15 anos vence disputa para escolher de nome de aplicativo

Dispositivo idealizado pelo Fepeti auxiliará no combate a abusos contra menores

Fonte: Setas-MT

FEPETI-MT

S.O.S Infância. Esse será o nome do aplicativo que será utilizado por quem quiser denunciar uso do trabalho infantil e demais violações ao direito da criança e do adolescente em Mato Grosso. O nome foi idealizado pelo jovem Gabriel Corrêa, de 15 anos, que resolveu participar do concurso realizado pelo Fórum Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil (Fepeti) e faturou a disputa.

O nome foi escolhido por uma comissão avaliadora e a premiação ocorreu no final da tarde de quarta-feira (23.03) durante o encerramento da IX Conferência Estadual da Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Gabriel ganhou um notebook, que segundo ele será utilizados para os estudos da escola.

Gabriel mora em Poconé, está no primeiro ano do ensino médio e conta que viu no concurso a oportunidade de se destacar. A escolha do nome, explica, se deu pela necessidade de um título que apelasse para a necessidade de auxiliar àquelas crianças e adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade e necessitam de socorro para se livrar de abusos.

“Minha cidade é muito pequena, então, quando surge alguma oportunidade como essa nós temos que agarrar. Sou delegado representante dos jovens no Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e pensei que dessa forma poderia auxiliar de alguma forma. Agora, estou muito feliz de ter sido reconhecido”, considerou o garoto.

Ao todo, 55 jovens participaram da disputa, iniciada em fevereiro deste ano e aberta para adolescentes delegados. No entanto, duas sugestões de nomes foram excluídas por não se enquadrarem nas determinações.

De acordo com o secretário executivo do Fepeti, Valdiney de Arruda, a grande adesão dos jovens demonstra consciência. “O concurso foi lançado para os delegados, que são os jovens que estão atuando para auxiliar na melhoria da qualidade de vida das crianças e adolescentes de Mato Grosso. E essa grande adesão mostra que eles tem a ciência da importância da participação deles e que não estão fugindo de participar dos processos”, considerou o gestor.

O aplicativo

Quando lançado, usuários da tecnologia android para celulares poderão baixar o aplicativo. As denúncias poderão ser feitas de forma anônima ou não e o denunciante deverá redigir um texto com informações básicas narrando o que presenciou, horário, localização, ponto de referência, e alguns detalhes sobre a criança e o ambiente onde o fato estaria ocorrendo.

Entre os tipos de violação listados estão: trabalho infantil, situação de rua, negligência e abandono, discriminação, violência física, violência sexual, tortura, tráfico de criança e adolescente e violência psicológica. A denúncia apresentada poderá ainda ser acompanhada de uma foto que deve ser tirada no momento do fato ocorrido.

A rede de proteção será formada pelos Conselhos Tutelares, Ministério Público do Trabalho (MPT), secretaria de Trabalho e Assistência Social, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente.